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quarta-feira, 7 de março de 2012
A greve de nada adiantou. Professores voltam as salas com as “calças nas mãos”, enquanto os alunos mais uma vez saem prejudicados.
Os professores da rede estadual de educação, em Assembléia Geral, realizada nesta segunda feira (04), na Escola Presidente Médice resolveram suspender a greve que já durava 28 dias. Apesar de não terem a reivindicação atendida, os professores aceitaram a proposta do Governo de implantação do piso salarial de R$ 1312,00 no mês de dezembro. Com o recuo da categoria, mais uma vez, fica claro a forte influência da CUT e do SINTEP, que manobra a categoria conforme interesses de suas lideranças.
A greve, praticamente, de nada adiantou a não ser apertar o calendário escolar e contribuir ainda mais para a baixa qualidade do ensino público estadual. O governo propôs a implantação do piso, que é lei, somente em dezembro e os professores aceitaram. Nenhuma outra questão visando melhorar a qualidade da educação pública foi garantida. A incompetente secretária Rosa Neide continua no cargo e o PT continua “mandando e desmandando” na secretaria. Como sempre os nossos jovens foram usados e mais uma vez saem prejudicados com a greve mal avaliada.
Com o fim da greve, os professores retornam as atividades já nesta terça-feira, enquanto lideranças da CUT e do SINTEP continuam ocupando cargos na SEDUC. Cerca de 544 mil alunos ficaram sem aulas neste período.
Além do novo piso salarial, os professores cobram o pagamento da hora-atividade, cerca de 30% dos vencimentos, para os profissionais com contratos temporários. Eles também exigiam convocação imediata de todos os aprovados no último concurso público. Mas nada disso foi garantido pelo governo. De concreto mesmo somente o piso salarial para dezembro.
A greve era mantida mesmo após a Justiça tê-la decretado como ilegal e concedido na semana passada um prazo de 72 horas para que as aulas fossem retomadas, ou o ponto dos grevistas seria cortado e os dias descontados além de multa diária que o sindicato da categoria seria obrigado a pagar.
Sem ceder à pressão do governo que alegava não ter recursos para conceder o aumento, os professores afirmaram que só voltariam às salas de aula, após nova proposta do gestor estadual.
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